terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Melhores concertos: 11º-15º
Instantâneos: Tanto evocam reminiscências dos Joy Division, como essoutra maravilhosa enciclopédia de pop inglesa chamada The Coral ou uns restinhos dos Pulp. Os Drums são, à falta de uma imagem melhor, uma espécie de Fábio Coentrão da pop inglesa: a acne é indisfarçável, mas o talento com uma pontada juvenil também. (excerto de artigo publicado no semanário Sol)
Greg Dulli (na foto) merecia mais do que uma diminuta audiência para se passear alarvemente acústico pelos catálogos de Afghan Whigs, Twilight Singers, Gutter Twins, coisas a solo e etcs. Uma voz primorosa num grande concerto com cheiro a privado em clube de strip. E a Circulasione Totale Orchetra, força bruta multinacional que não nos vem aos bolsos mas que nos rouba o fôlego, foi Frode Gjerstad, Paal Nilssen-Love e companhia a mostrar que 2+2 felizmente é muitas vezes = 5.
15º - The Drums, Alive!
14º - Greg Dulli, Santiago Alquimista
13º - Circulasione Totale Orchestra, Jazz em Agosto (Gulbenkian)
12º - Mão Morta, Coliseu dos Recreios
11º - Vampire Weekend, Campo Pequeno
GF
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
2010: revisão da matéria dada
Melhores Álbuns Internacionais
1º Midlake – The Courage of Others
2º Sufjan Stevens – Age of Adz
3º Gil Scott-Heron – I’m New Here
4º Laura Veirs – July Flame
5º Arcade Fire – The Suburbs
6º Afrocubism – Afrocubism
7º MGMT - Congratulations
8º John Grant – Queen of Denmark
9º Trembling Bells – Abandoned Love
10º Vampire Weekend - Contra
11º Ice Cube – I Am the West
12º Erland and the Carnival - Erland and the Carnival
13º Neil Young – Le Noise
14º !!! – Strange Weather, Isn’t It?
15º Elvis Costello – National Ransom
16º Janelle Monáe – The ArchAndroid
17º Joanna Newsom – Have One on Me
18º Black Rebel Motorcycle Club – Beat the Devil’s Tatoo
19º Sharon Jones & The Dap Kings – I Learned the Hard Way
20º Warpaint – The Fool
21º Christina Aguilera -Bionic
22º Women – Public Strain
23º The National – High Violet
24º Willie Nelson – Country Music
25º Emily Jane White – Victorian America
26º Manic Street Preachers – Postcards from a Young Man
27º Deer Tick – The Black Dirt Sessions
28º Yeasayer - Odd Blood
29º Jenny and Johnny – I’m Having Fun Now
30º Rumer – Seasons of My Soul
Melhores Álbuns Nacionais
1º Pop dell’ Arte – Contra Mundum
2º Camané – Do Amor e dos Dias
3º Mão Morta – Pesadelos em Peluche
4º Mazgani – Song of Distance
5º Maria de Medeiros – Penínsulas & Continentes
6º Tiago Guillul – V
7º Nu Soul Family – Never Too Late to Dance
8º B Fachada – Há Festa na Mouradia
9º Terrakota - World Massala
10º António Zambujo - Guia
11º The Soaked Lamb – Hats and Chairs
12º Expensive Soul - Utopia
13º Balla – Equilíbrio
14º Mind The Gap - A Essência
15º Rita Redshoes – Lights & Darks
Melhores Concertos em Portugal
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest
2º Camané no Centro Cultural de Belém
3º Faith No More no Optimus Alive!
4º The xx na Aula Magna
5º Mão Morta no Coliseu dos Recreios
6º Walkmen no Coliseu dos Recreios
7º Black Rebel Motorcycle Club
8º Wovenhand no Santiago Alquimista
9º MGMT no Campo Pequeno
10º Sérgio Godinho na Culturgest
Quadro de honra: discos
Bellowhead - Hedonism
Nina Nastasia - Outlaster
Beach House – Teen Dream
Broken Bells – Broken Bells
Belle and Sebastian – Write About Love
Duffy – Endlessly
Gorillaz – Plastic Beach
The Drums – The Drums
The Walkmen - Lisbon
Wild Nothing - Gemini
John Mellencamp - No Better Than This
Grinderman – Grinderman 2
Shearwater – Golden Archipelago
Wolf Parade – Expo 86
Hot Chip - One Life Stand
Lula Pena - Troubadour
Quadro de honra: concertos
Cá dentro…
Sonic Youth no Coliseu dos Recreios
Alice in Chains e Manic Street Preachers no Alive!
Vampire Weekend no Campo Pequeno
B Fachada, Zola Jesus, The Hundred in the Hands, The Shoes e Lula Pena no Super Bock em Stock
Lá fora…
Vampire Weekend, Gorillaz, Dirty Projectors, Hot Chip, Ray Davies, Dizzee Rascal, Goldfrapp, Ian Brown e Cut Copy em Benicàssim (Espanha).
Discos que ouvidos, melhor ouvidos ou ouvidos a tempo poderiam ter alterado as listas dos melhores
Deerhunter - Halcyon Digest
The Black Keys – Brothers
Ariel Pink's Haunted Graffiti - Before Today
Big Boi - Sir Lucious Left Foot: The Song of Chico Dusty
Actress - Splazsh
Jamey Johnson - The Guitar Song
Drake - Thank Me Later
Aloe Blacc - Good Things
Twin Shadow – Forget
peixe : avião – Madrugada
Carlos Bica - Matéria Prima
Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti - Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti
PAUS - É Uma Água
Orelha Negra - Orelha Negra
B Fachada – É para Meninos
GP
1º Midlake – The Courage of Others
2º Sufjan Stevens – Age of Adz
3º Gil Scott-Heron – I’m New Here
4º Laura Veirs – July Flame
5º Arcade Fire – The Suburbs
6º Afrocubism – Afrocubism
7º MGMT - Congratulations
8º John Grant – Queen of Denmark
9º Trembling Bells – Abandoned Love
10º Vampire Weekend - Contra
11º Ice Cube – I Am the West
12º Erland and the Carnival - Erland and the Carnival
13º Neil Young – Le Noise
14º !!! – Strange Weather, Isn’t It?
15º Elvis Costello – National Ransom
16º Janelle Monáe – The ArchAndroid
17º Joanna Newsom – Have One on Me
18º Black Rebel Motorcycle Club – Beat the Devil’s Tatoo
19º Sharon Jones & The Dap Kings – I Learned the Hard Way
20º Warpaint – The Fool
21º Christina Aguilera -Bionic
22º Women – Public Strain
23º The National – High Violet
24º Willie Nelson – Country Music
25º Emily Jane White – Victorian America
26º Manic Street Preachers – Postcards from a Young Man
27º Deer Tick – The Black Dirt Sessions
28º Yeasayer - Odd Blood
29º Jenny and Johnny – I’m Having Fun Now
30º Rumer – Seasons of My Soul
Melhores Álbuns Nacionais
1º Pop dell’ Arte – Contra Mundum
2º Camané – Do Amor e dos Dias
3º Mão Morta – Pesadelos em Peluche
4º Mazgani – Song of Distance
5º Maria de Medeiros – Penínsulas & Continentes
6º Tiago Guillul – V
7º Nu Soul Family – Never Too Late to Dance
8º B Fachada – Há Festa na Mouradia
9º Terrakota - World Massala
10º António Zambujo - Guia
11º The Soaked Lamb – Hats and Chairs
12º Expensive Soul - Utopia
13º Balla – Equilíbrio
14º Mind The Gap - A Essência
15º Rita Redshoes – Lights & Darks
Melhores Concertos em Portugal
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest
2º Camané no Centro Cultural de Belém
3º Faith No More no Optimus Alive!
4º The xx na Aula Magna
5º Mão Morta no Coliseu dos Recreios
6º Walkmen no Coliseu dos Recreios
7º Black Rebel Motorcycle Club
8º Wovenhand no Santiago Alquimista
9º MGMT no Campo Pequeno
10º Sérgio Godinho na Culturgest
Quadro de honra: discos
Bellowhead - Hedonism
Nina Nastasia - Outlaster
Beach House – Teen Dream
Broken Bells – Broken Bells
Belle and Sebastian – Write About Love
Duffy – Endlessly
Gorillaz – Plastic Beach
The Drums – The Drums
The Walkmen - Lisbon
Wild Nothing - Gemini
John Mellencamp - No Better Than This
Grinderman – Grinderman 2
Shearwater – Golden Archipelago
Wolf Parade – Expo 86
Hot Chip - One Life Stand
Lula Pena - Troubadour
Quadro de honra: concertos
Cá dentro…
Sonic Youth no Coliseu dos Recreios
Alice in Chains e Manic Street Preachers no Alive!
Vampire Weekend no Campo Pequeno
B Fachada, Zola Jesus, The Hundred in the Hands, The Shoes e Lula Pena no Super Bock em Stock
Lá fora…
Vampire Weekend, Gorillaz, Dirty Projectors, Hot Chip, Ray Davies, Dizzee Rascal, Goldfrapp, Ian Brown e Cut Copy em Benicàssim (Espanha).
Discos que ouvidos, melhor ouvidos ou ouvidos a tempo poderiam ter alterado as listas dos melhores
Deerhunter - Halcyon Digest
The Black Keys – Brothers
Ariel Pink's Haunted Graffiti - Before Today
Big Boi - Sir Lucious Left Foot: The Song of Chico Dusty
Actress - Splazsh
Jamey Johnson - The Guitar Song
Drake - Thank Me Later
Aloe Blacc - Good Things
Twin Shadow – Forget
peixe : avião – Madrugada
Carlos Bica - Matéria Prima
Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti - Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti
PAUS - É Uma Água
Orelha Negra - Orelha Negra
B Fachada – É para Meninos
GP
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Melhores álbuns nacionais: 1º e 2º, parte 2
O universo de J.G. Ballard parecia ter estado apenas à espera que os Mão Morta se lembrassem de o interceptar. A escrita metálica, fria, delirante, distópica, desafiante, provocatória e tremendamente acutilante do autor inglês tem tudo a ver com a obra da banda de Braga. E ao tomar Ballard como ponto de partida para Pesadelo em Peluche, os Mão Morta agarraram de novo as canções, como não o faziam há uma década, desde Primavera de Destroços. E o melhor de tudo é que após um infundado rumor de que a banda estaria prestes a enfiar a guitarra na sacola, os mais de 25 anos de carreira parecem carregar apenas uma certeza: continuamos a precisar deles quanto no primeiro dia. E isso, é um luxo em tempos de rock mortiço e seco de ideias.
As canções são igualmente um íman que puxa as mãos de Bernardo Sassetti para as teclas de um piano que, apesar dos riscos, não resiste a desenvolver uma boa melodia. Motion, disco que continua a explorar a relação com a imagem, mas que está muito longe de se esgotar nesse interminável flirt. Marca igualmente o regresso de Sassetti no formato de trio, com Carlos Barretto no contrabaixo e Alexandre Frazão (na foto), gente que está tão para lá das convenções do jazz contemporâneo que nada nesta música parece quer programado quer aleatório. É como se os três instrumentos estivessem permanentemente a circular em torno de si mesmos, a descobrir-se, a responder-se, a deixar que seja a intuição e o entendimento perfeito a delinearem o caminho. E isso, é impagável. E faz de Motion o melhor disco português de 2010.
(No vídeo, a homenagem ao grande Mark Linkous, através da versão de Homecoming Queen, dos Sparklehorse, gravado em Motion)
2º - Pesadelo em Peluche - Mão Morta
1º - Motion - Bernardo Sassetti Trio
GF
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Melhores álbuns nacionais: 3º e 4º, parte 2
Lula Pena (na foto) esteve 12 anos sem gravar, remetendo-se a uma existência artística própria de eremita, complicada de deslinda para quem está de fora. Os discos tardavam, as promessas iam sendo renovadas, e depois ouvia-se esta mulher em concerto a cruzar as suas composições com temas tradicionais portugueses, os seus 'phados', música brasileira, canção francesa, melodias recolhidas um pouco por todo lado, tudo engolido e devolvido num vómito belíssimo, uniforme, que pegava em todas estas coordenadas e as transformava num único fluxo musical, contínuo, as notas das guitarra acústica a desembocarem inevitavelmente umas nas outras e a voz dorida, confessionária, a ir atrás. Troubador, ao fim de todo este tempo, compensa a espera: renova a fé absoluta numa das mais originais e viscerais vozes cantadas na língua portuguesa. É um disco que dói de tão incrivelmente belo.
Os Deolinda passaram com notável distinção por uma dura prova de fogo: a de arranjar sucessor à altura de Canção ao Lado, que ficará seguramente como um dos álbuns mais marcantes da música nacional neste início de século XXI. Já não é novidade nenhuma que a música destes quatro é a melhor transposição da aldeia para o ambiente popular urbano, os bailaricos da casa do povo para os bailes de Santo António, e que as caricaturas exímias que Pedro da Silva Martins assina na base de barro dos pés anafados deste povo são das melhores coisas que se podia pedir a um país que sempre teve medo de olhar para si, de brincar com a sua imagem e quase sempre se leva demasiado a sério. Dois Selos e Um Carimbo consegue não descer o nível, e confirma-os como um bem precioso, para tratar nas palminhas.
4º - Troubadour - Lula Pena
3º - Dois Selos e Um Carimbo - Deolinda
GF
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Melhores Concertos de 2010: 2º e 1º
Com o seu fato habitual, Camané é um falso discreto. Começa mansinho, tímido. Depois, quando a alma começa a ferver, sobe o tom, para uma escalada final/triunfante, quando todo o seu talento fica a nu público. Ovação. Cada canção, uma vitória. A voz essa, está sempre no sítio certo, com uma pontaria milimétrica. A perfeição é afinal bem portuguesa e, no fôlego final, não nos mente. Mas se aquilo que se viu no CCB não for perfeição, a perfeição que se cuide.
Parte retirada de artigo assinado para o Cotonete.
Uma noite quente de Verão perfeita, um recinto verdejante com vista para o mar, uma banda de topo que faz todos os estilos americanos, um elegante cantor em dia inspirado, um alinhamento que aquece os termómetros das almas presentes e um esforço simpático de uma jam session de categoria para comemorar o fim de digressão são factores que dão a Chris Isaak (na foto) o título de concerto mais inesquecível do ano. Graças a este cavalheiro americano, Elvis viveu mais uma noite - e que noite.
2º Camané no Centro Cultural de Belém
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest
GP
Parte retirada de artigo assinado para o Cotonete.
Uma noite quente de Verão perfeita, um recinto verdejante com vista para o mar, uma banda de topo que faz todos os estilos americanos, um elegante cantor em dia inspirado, um alinhamento que aquece os termómetros das almas presentes e um esforço simpático de uma jam session de categoria para comemorar o fim de digressão são factores que dão a Chris Isaak (na foto) o título de concerto mais inesquecível do ano. Graças a este cavalheiro americano, Elvis viveu mais uma noite - e que noite.
2º Camané no Centro Cultural de Belém
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest
GP
Melhores Concertos de 2010: 4º e 3º
A actuação dos xx (na foto) na Aula Magna tinha todo os condimentos para um fracasso: anti-atitude, anti-canto, anti-performance e anti-academismo. Mas graças a uma economia de recursos exemplar deste trio inglês que devia despertar a atenção dos Medinas Carreiras deste país, os xx fazem de uma ou duas virtudes o seu poder imenso de atracção, convertendo a sua anemia musical num acto ao vivo de singularidade fascinante. Com os xx, a glória está apenas a dois ou três acordes mal tocados de distância. Basta uma boa ideia. O concerto, o álbum-concerto, durou uma hora. E foi uma experiência a quatro dimensões de "The xx" que fascinaria o fotógrafo Anton Corbijn.
Texto baseado em artigo assinado para o Cotonete.
Nem todos os concertos de regresso se reduzem a fantásticas transferências bancárias para os músicos poderem pagar as suas contas. O dos Faith No More no Passeio Marítimo de Algés foi uma memorável excepção, com o vocalista Mike Patton num estado bipolar de que gostamos (furioso num minuto, simpatiquíssimo no outro, sempre falando num óptimo português abrasileirado). Como se pode esquecer que não tocaram We Care a Lot?... Só com uma noite daquela, em polvorosa, com um rock mutante sem acusar idade. Estiveram mais de dez anos parados? Não se notou.
4º The xx na Aula Magna
3º Faith No More no Optimus Alive!
GP
Texto baseado em artigo assinado para o Cotonete.
Nem todos os concertos de regresso se reduzem a fantásticas transferências bancárias para os músicos poderem pagar as suas contas. O dos Faith No More no Passeio Marítimo de Algés foi uma memorável excepção, com o vocalista Mike Patton num estado bipolar de que gostamos (furioso num minuto, simpatiquíssimo no outro, sempre falando num óptimo português abrasileirado). Como se pode esquecer que não tocaram We Care a Lot?... Só com uma noite daquela, em polvorosa, com um rock mutante sem acusar idade. Estiveram mais de dez anos parados? Não se notou.
4º The xx na Aula Magna
3º Faith No More no Optimus Alive!
GP
domingo, 26 de dezembro de 2010
Melhores Concertos de 2010: 10º - 5º
Os Walkmen têm aquilo a que se pode chamar o som do cavalo: galopante, bonito, aristocrata. E o Coliseu dos Recreios pôde sentir naquela noite de Novembro as cavalgaduras do grupo nova-iorquino, tendo como pano de fundo a apresentação do álbum assumidamente inspirado na capital portuguesa, "Lisbon". Sem serem precisos discursos inflamados sobre Portugal ou bandeiras nacionais sobre os ombros do vocalista Hamilton Leithauser, sentiu-se autenticidade na relação entre os Walkmen e o público nacional. E pode-se eleger um momento: 'All Hands and the Cook' ou o furacão vocal de Leithauser e a vibração hipnótica da guitarra de Maroon a ajudarem a fazer dos Walkmen um acontecimento, nem que seja por apenas 5 minutos.
GP
10º Sérgio Godinho na Culturgest
9º MGMT no Campo Pequeno
8º Wovenhand no Santiago Alquimista
7º Black Rebel Motorcycle Club na Aula Magna
6º Walkmen no Coliseu dos Recreios
5º Mão Morta no Coliseu dos Recreios
GP
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